Listas e indicações

6 filmes e séries que tratam da liberdade de expressão

Pós-verdade e notícias falsas (ou sua versão em inglês, fake news) são expressões que chegaram há pouco ao nosso vocabulário. Reflexos de disputas políticas, foram usadas para disseminar mentira ou fatos alternativos, como a enganação também foi chamada.

Isso tudo reflete no nosso cotidiano, afinal, estamos lidando com essa ameaça a cada mensagem que enviamos pelo Whatsapp ou a cada post que curtimos e compartilhamos no Facebook ou Instagram. Saber identificar o que é mentira e não compartilhar passa pelo entendimento do seu significado.

Perpetuar a mentira elimina a chance de um diálogo limpo e argumentativo. Com a intenção de colocar fim na conversa por meio de um argumento falso, quem lança uma mentira acaba por colocar em risco também a liberdade de expressão, esse bem tão valioso em países democráticos.

Ninguém precisa concordar com seus argumentos e ideias, mas é importante que o debate exista. Aliás, a discordância é que faz um país crescer, por meio dessa troca de posições, que identificam erros e acertos de cada lado.

Da mesma forma, calar as diversas formas de expressão porque não gostamos ou discordamos não leva ao progresso e é o caminho mais certo para cenários obscuros e de repressão.

O cancelamento de uma exposição de arte no banco Santander, em Porto Alegre, é o exemplo mais recente, que acabou por gerar outros pelo país. Um grupo político defendeu o fim da mostra porque havia obras de arte que questionavam a religião e com conotação sexual.

Isso gerou movimentos semelhantes pelo país, outras cidades cancelaram exposições e peças de teatro que confrontavam o sistema.

A base de uma democracia é a possibilidade de um cidadão poder se expressar livremente, e a arte é um meio fundamental.

Como este é um assunto que interfere no cotidiano do brasileiro, que envolve questões sociais, de direitos humanos e de princípios básicos da cidadania, ele concorre a ser tema de redação do ENEM.

Para ajudar o aluno a compreender este tema, fizemos uma lista de quatro filmes e duas séries que tratam da liberdade de expressão e suas consequências. Vamos conhecê-los?

Cartaz do documentário “Je Suis Charlie”

1. Je Suis Charlie

Em janeiro de 2015, o jornal satírico francês “Charlie Hebdo” foi alvo de um ataque terrorista, que matou 12 pessoas. A publicação costumava veicular charges e histórias que tinham como alvo o fanatismo religioso e a política, o que ofendeu Al-Qaeda.

O ataque foi um golpe brutal contra a liberdade de expressão, e este documentário, disponível na Netflix, mostra os fatos que levaram a ele.

2. O Povo Contra Larry Flint

Este filme conta a história de Larry Flint, o homem que lutou para publicar uma revista pornográfica nos Estados Unidos. A “Hustler” era uma versão mais radical da “Playboy” e chocou o país quando foi lançada.

Ela foi proibida de circular e Larry Flint, seu criador, foi perseguido e até sofreu um atentado. Para garantir seu direito de publicar uma revista, ele contratou um advogado, que levou o caso à Justiça.

A liberdade de expressão é tratada com muita clareza no filme, especialmente quando o julgamento chega à Suprema Corte (equivalente ao nosso Supremo Tribunal Federal). Seu caso virou referência na Justiça norte-americana para processos que envolvem liberdade de expressão.

O personagem do filme “O Povo Contra Larry Flint”, que virou referência em questões de liberdade de expressão

3. Todos os Homens do Presidente

Este é um filme de jornalismo, mas que reflete muito bem a importância da liberdade de expressão e da preservação desses direitos.

Aqui, acompanhamos a trajetória de dois repórteres novatos que sem querer descobrem uma trama de espionagem feita pela equipe do presidente dos Estados Unidos.

É um caso real, que levou à renúncia de Richard Nixon, o presidente que comandou esse ato ilegal.

Ao longo da investigação, os jornalistas enfrentaram boicotes, desconfiança e até as chamadas notícias falsas, que pretendiam tirá-los da rota da verdade. Com apoio dos seus chefes, os dois conseguiram levar a história adiante, mesmo com a pressão fortíssima do presidente.

“Todos os Homens do Presidente” lembra o quanto é importante para um país a imprensa livre e que tenha condições de exercer seu direito de liberdade de expressão.

4. 1984

O filme é baseado no clássico distópico de George Orwell, que imagina um futuro em que o discurso é dominado e inventado para garantir a supremacia de um Estado.

Vivendo num país repressivo, sem liberdades, um homem é obrigado a reescrever a história com o objetivo de colocar os líderes numa posição elogiosa.

Para manter o poder, o Grande Irmão controla tudo o que as pessoas fazem. E, para completar, até um nova linguagem é criada, a Novilíngua, a fim de unificar a forma como as pessoas se comunicam. Assim, a liberdade de expressão é aniquilada.

Cena do filme “1984”, que imagina um mundo controlado e totalmente vigiado

5. The Newsroom

A série teve apenas três temporadas, mas que foram suficientes para mostrar o quanto o jornalismo é importante para garantir os direitos humanos.

“The Newsroom” acompanha o dia a dia de uma redação de um jornal de TV, que vai ao ar no horário nobre. Na tentativa de ganhar audiência, os jornalistas mudam o discurso e resolvem ser mais diretos e buscar fatos que realmente possam interessar o espectador, longe de futilidades.

Há muita pressão, mas o jornal consegue se manter em pé. Além disso, a série mostra como a investigação e o acesso a informações ajudam a garantir os direitos, apoiada na definição de liberdade de expressão.

6. The Handmaid’s Tale

Nós já indicamos esta série como parte do estudo para temas como intolerância, privacidade e questões de gênero. Mas ela também trata com muito cuidado da liberdade de expressão, ou melhor, da falta dela.

Num futuro distópico, os Estados Unidos se tornam uma nação refém de um grupo religioso radical, que transforma todas as mulheres em meras reprodutoras e dá todo o poder aos homens. Além disso, a leitura é proibida para elas.

Não há notícias, as pessoas não podem falar sobre problemas de suas vidas e são vigiadas constantemente. Sem contar que os fatos são distorcidos para tentar passar uma imagem melhor do que a realidade.

Recentemente, “The Handmaid’s Tale” ganhou o Emmy de melhor série dramática. O tema é uma adaptação do livro da escritora Margaret Atwood, “O Conto de Aia”.

Cena da série “The Handmaid’s Tale”, com Elisabeth Moss à frente

O que achou destas sugestões de filmes e séries sobre liberdade de expressão? Gostou? Então, compartilhe com seus amigos que também estão na reta final de estudo para o ENEM!

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